Aplicação de Cola por Robôs: Precisão, Eficiência e Controlo da Qualidade na Indústria

A aplicação de cola é uma operação crítica em diferentes processos de fabrico. Na indústria automóvel, aeroespacial, eletrónica, alimentar, do mobiliário ou dos materiais compósitos, os adesivos são utilizados para unir componentes, garantir estanquidade, reforçar estruturas, reduzir vibrações, proteger superfícies e substituir ou complementar tecnologias de união convencionais.

À medida que os produtos se tornam mais complexos e integram diferentes materiais, como aço, alumínio, polímeros, vidro e materiais compósitos, a colagem industrial ganha uma importância crescente. Ao contrário de métodos de união pontuais, como parafusos, rebites ou alguns processos de soldadura, os adesivos distribuem as cargas por uma área mais ampla e permitem unir materiais com propriedades distintas.

Contudo, a qualidade da ligação depende diretamente da forma como o adesivo é aplicado. Um cordão interrompido, deslocado, demasiado estreito ou com excesso de material pode comprometer a resistência, a estanquidade ou o acabamento do produto. Em aplicações críticas, estas falhas podem provocar retrabalho, paragens de produção, desperdício de componentes ou não conformidades apenas detetadas depois de o produto chegar ao cliente.

A aplicação robotizada de cola permite aumentar a precisão, repetibilidade e controlo deste processo. No entanto, uma solução industrial robusta exige mais do que um robô e um aplicador. O desempenho depende da integração entre movimento, doseamento, materiais, sensores, visão artificial, segurança e controlo da qualidade.

Porque é que a aplicação de cola é um processo crítico?

A utilização de adesivos industriais aumentou com a necessidade de desenvolver produtos mais leves, resistentes e eficientes. Na indústria automóvel, por exemplo, a colagem permite integrar estruturas em alumínio e outros materiais leves, contribuindo para a redução do peso do veículo, para a resistência à corrosão e para a melhoria do comportamento estrutural.

Além da união de componentes, os adesivos podem desempenhar várias funções em simultâneo:

  • Garantir a estanquidade contra água, poeiras ou outros agentes externos;
  • Distribuir tensões por uma área maior;
  • Reduzir vibrações e ruído;
  • Compensar pequenas tolerâncias entre componentes;
  • Evitar perfurações e fixações visíveis;
  • Isolar termicamente ou eletricamente determinadas áreas;
  • Proteger superfícies e componentes sensíveis.

Esta diversidade de funções aumenta a importância do processo de aplicação. Quando a cola tem uma função estrutural ou de segurança, não basta confirmar que o robô executou o programa. É necessário assegurar que o material foi aplicado na posição, quantidade e geometria definidas.

A qualidade da união também depende da preparação das superfícies. Óleos, poeiras, humidade, oxidação ou tratamentos superficiais inadequados podem reduzir significativamente a aderência, mesmo quando o cordão apresenta uma geometria aparentemente correta.

Por este motivo, a aplicação de cola deve ser analisada como parte de um processo completo de união. A seleção do adesivo, preparação das superfícies, aplicação, montagem, pressão de contacto e cura devem estar alinhadas com os requisitos técnicos do produto.

Como funciona uma célula robotizada de aplicação de cola?

Numa célula robotizada, o robô desloca uma pistola ou válvula de aplicação ao longo de uma trajetória previamente definida. Em simultâneo, um sistema de alimentação e doseamento controla a quantidade de material que chega ao aplicador.

Consoante a aplicação, o adesivo pode ser depositado sob a forma de:

  • Cordão contínuo;
  • Pontos individuais;
  • Padrões geométricos;
  • Revestimento de superfícies;
  • Preenchimento de cavidades;
  • Aplicação de volumes específicos em componentes de pequena dimensão.

Uma célula típica de aplicação robotizada pode integrar:

  • Robô industrial ou colaborativo;
  • Sistema de alimentação do adesivo;
  • Bombas, reguladores de pressão e medidores de caudal;
  • Unidade de mistura, no caso de adesivos de dois componentes;
  • Sistema de aquecimento ou condicionamento do material;
  • Válvula e bico de aplicação;
  • Ferramentas de posicionamento das peças;
  • Sensores de pressão, fluxo, temperatura e presença de material;
  • Sistemas de visão artificial;
  • Controlador lógico programável;
  • Equipamentos de segurança;
  • Sistemas de rastreabilidade e comunicação com a linha de produção.

O robô assegura o movimento do aplicador, mas a geometria final do cordão depende da sincronização entre a trajetória, velocidade, caudal, pressão e comportamento do material.

Quando o robô reduz a velocidade numa curva ou aproximação, por exemplo, o caudal deve ser ajustado para evitar a acumulação de cola. Quando acelera, o sistema deve fornecer material suficiente para impedir que o cordão fique demasiado estreito ou apresente falhas.

A investigação sobre geração de trajetórias para aplicações robotizadas demonstra que o adesivo pode deformar-se, esticar ou desviar-se durante a deposição. Este comportamento depende da velocidade, altura do aplicador, viscosidade e propriedades do próprio material. Por esse motivo, uma trajetória geometricamente correta não garante, por si só, um resultado adequado. [1]

As variáveis que determinam a qualidade do cordão

A aplicação robotizada reduz a variabilidade associada ao trabalho manual, mas não elimina a necessidade de controlar o processo. Um robô pode repetir uma trajetória incorreta com elevada consistência. A qualidade final depende da combinação de várias variáveis.

  1. Caudal e pressão

O caudal determina a quantidade de adesivo libertada num determinado período. A pressão permite transportar o material desde o recipiente até ao aplicador, através de bombas, tubagens, válvulas e bicos.

Oscilações de pressão, obstruções no bico, bolhas de ar ou alterações no fornecimento podem provocar diferenças na quantidade aplicada. A monitorização destes parâmetros ajuda a identificar situações anómalas antes de produzirem um número elevado de peças não conformes.

 

  1. Velocidade e dinâmica do robô

A velocidade influencia diretamente a quantidade de material aplicada por unidade de comprimento. Se o caudal permanecer constante e o robô aumentar a velocidade, o cordão torna-se mais estreito. Se o robô abrandar, pode ocorrer acumulação de material.

As acelerações, desacelerações, curvas e mudanças de orientação devem ser consideradas durante a programação. Esta questão é particularmente relevante em peças com geometrias complexas, zonas de difícil acesso ou alterações frequentes de direção.

 

  1. Viscosidade e temperatura

A viscosidade representa a resistência do adesivo ao escoamento. Pode variar com a temperatura, composição, idade do material, condições de armazenamento e tempo de utilização.

Quando a viscosidade aumenta, pode ser necessária maior pressão para obter o mesmo caudal. Quando diminui, o adesivo pode escorrer ou espalhar-se para além da área pretendida.

A temperatura do material, das tubagens e do ambiente deve, por isso, ser controlada quando tem impacto no comportamento do adesivo.

 

  1. Distância e orientação do bico

A distância entre o bico e a superfície influencia a forma como o material é depositado. Uma distância excessiva pode provocar desvios e estiramento do cordão. Uma distância reduzida pode originar contacto com a peça, deformação do material ou contaminação do aplicador.

A orientação do bico também afeta a deposição, sobretudo em superfícies curvas, inclinadas ou verticais.

 

  1. Preparação e posicionamento das peças

A presença de contaminantes nas superfícies pode comprometer a aderência. Do mesmo modo, uma peça mal posicionada pode fazer com que o robô aplique um cordão correto na localização errada.

As ferramentas de fixação devem assegurar a repetibilidade necessária. Quando existem variações dimensionais ou de posicionamento significativas, os sistemas de visão podem localizar a peça e adaptar a trajetória antes da aplicação.

 

  1. Proporção de mistura e tempo de utilização

Nos adesivos de dois componentes, a proporção entre os materiais deve permanecer dentro dos limites definidos pelo fabricante. Uma mistura incorreta pode impedir a cura adequada ou alterar as propriedades mecânicas da ligação.

Também é necessário considerar o tempo de utilização da mistura, o tempo aberto e as condições de cura. Estes fatores influenciam a sequência das operações e o tempo máximo disponível entre a aplicação e a união dos componentes.

 

Vantagens da aplicação de cola por robôs

  1. Maior precisão e repetibilidade

Os robôs executam trajetórias com movimentos e velocidades controladas, o que reduz a variabilidade entre peças. Esta capacidade é particularmente importante em aplicações com tolerâncias reduzidas ou cordões de geometria complexa.

A repetibilidade permite obter um processo mais previsível, mas deve ser acompanhada por calibração, manutenção e inspeção. A estabilidade do robô não compensa alterações no adesivo, no doseamento ou no posicionamento das peças.

 

2. Redução do consumo de adesivo

A sincronização entre o movimento e o doseamento permite aplicar a quantidade necessária de material. Esta abordagem reduz excessos, derrames, contaminação e operações posteriores de limpeza.

A poupança não se limita ao custo da cola. Uma quantidade excessiva pode aumentar o peso do produto, prolongar o tempo de cura e contaminar ferramentas ou componentes. Uma quantidade insuficiente pode reduzir a resistência e obrigar ao retrabalho ou rejeição da peça.

Estudos experimentais demonstram que a distribuição incompleta do adesivo na área de união pode afetar a resistência da junta. A localização e geometria das zonas sem adesivo também influenciam o comportamento mecânico. [2]

3. Aumento da eficiência produtiva

A aplicação robotizada permite executar trajetórias complexas com tempos de ciclo estáveis e integrar a operação com outras etapas da linha.

O aumento da produtividade depende, contudo, de toda a célula. O abastecimento do material, limpeza dos bicos, mudanças de referência, manutenção e disponibilidade das operações anteriores e posteriores influenciam a capacidade real de produção.

O principal benefício não está na eliminação absoluta de paragens, mas na criação de um processo mensurável, controlável e preparado para produzir de forma consistente.

4. Melhoria da segurança e ergonomia

A aplicação manual pode expor os operadores a movimentos repetitivos, posturas desfavoráveis, produtos químicos, equipamentos pressurizados ou superfícies de difícil acesso.

A automatização afasta as pessoas da execução direta destas tarefas. Os colaboradores podem assumir funções de preparação, supervisão, programação, manutenção e controlo da qualidade, com maior valor acrescentado.

A integração da segurança deve abranger a aplicação completa. Além do movimento do robô, é necessário avaliar os riscos associados ao aplicador, pressão, temperatura, materiais químicos, ferramentas e intervenções de manutenção. A ISO 10218 estabelece os requisitos de segurança para robôs industriais, aplicações robotizadas e células de produção. [3]

5. Maior rastreabilidade

Uma célula robotizada pode registar o programa utilizado, parâmetros de processo, lote do adesivo, pressão, caudal, temperatura e resultado da inspeção.

Estes dados permitem associar cada produto ou lote às condições em que foi produzido. Em caso de não conformidade, a equipa pode analisar o histórico e identificar possíveis causas com maior rapidez.

A recolha de dados também apoia a melhoria contínua. Ao relacionar variações do processo com defeitos, torna-se possível ajustar parâmetros, antecipar falhas e reduzir desperdícios.

6. Flexibilidade para diferentes produtos

Os robôs podem ser reprogramados para novas trajetórias, geometrias e referências. Esta flexibilidade é reforçada por sistemas de programação fora de linha e visão tridimensional.

A utilização de modelos digitais e sistemas RGB-D pode facilitar a geração de programas e a adaptação a variações na posição das peças. Esta abordagem tem sido estudada em aplicações aeroespaciais e de fabrico com maior variedade de produto. [4]

Aplicações em diferentes setores industriais

Indústria automóvel

A indústria automóvel utiliza adesivos estruturais, selantes e materiais de isolamento em carroçarias, portas, capôs, tejadilhos, vidros, baterias e outros componentes.

A aplicação robotizada assegura a continuidade e posicionamento dos cordões, mesmo em estruturas de elevada dimensão ou geometria complexa.

Entre as aplicações mais comuns encontram-se:

  • Colagem de vidros;
  • Aplicação de adesivos estruturais em carroçarias;
  • Selagem de juntas;
  • Aplicação de materiais de isolamento acústico;
  • Colagem de componentes interiores;
  • Vedação de componentes de baterias.

A crescente utilização de estruturas multimaterial reforça a importância da colagem na produção automóvel, sobretudo quando é necessário combinar alumínio, aço, polímeros e materiais compósitos. [5]

Indústria aeroespacial

No setor aeroespacial, os adesivos e selantes são aplicados em componentes estruturais, painéis, materiais compósitos e zonas que exigem proteção contra agentes externos.

A variedade de peças e as exigências de rastreabilidade tornam particularmente relevantes a programação fora de linha, localização automática e inspeção do cordão.

  • Encapsulamento de componentes;
  • Fixação de circuitos e sensores;
  • Aplicação de materiais termicamente condutores;
  • Proteção contra humidade e vibração;
  • Selagem de caixas e conectores;
  • Revestimento de placas eletrónicas.

Nesta indústria, pequenas variações no volume podem afetar o funcionamento ou impedir a montagem dos componentes.

Indústria elétrica e eletrónica

A produção de componentes elétricos e eletrónicos exige a aplicação precisa de pequenos volumes de materiais.

Os sistemas robotizados podem executar operações de:

  • Encapsulamento de componentes;
  • Fixação de circuitos e sensores;
  • Aplicação de materiais termicamente condutores;
  • Proteção contra humidade e vibração;
  • Selagem de caixas e conectores;
  • Revestimento de placas eletrónicas.

Nesta indústria, pequenas variações no volume podem afetar o funcionamento ou impedir a montagem dos componentes.

Mobiliário e madeira

Na indústria do mobiliário, os robôs podem aplicar adesivos em painéis, estruturas, componentes decorativos, espumas e materiais de estofamento.

 

A automatização contribui para a uniformidade da aplicação, redução do consumo e adaptação a diferentes modelos. O retorno depende da estabilidade das peças, volumes de produção e frequência das mudanças de referência.

Embalagens e indústria alimentar

Na produção de embalagens, os adesivos são utilizados na formação e fecho de caixas, aplicação de rótulos e união de diferentes materiais.

Os elevados ritmos de produção tornam essencial o controlo do tempo de ciclo e da quantidade aplicada. A automação reduz erros de fecho e limita o risco de embalagens incorretamente seladas.

Construção e materiais compósitos

Painéis sandwich, componentes de fachada, perfis e estruturas em materiais compósitos recorrem frequentemente a adesivos.

Nestes casos, a uniformidade da distribuição pode ser determinante para a resistência da junta. Sistemas robotizados permitem cobrir áreas de grandes dimensões e aplicar padrões adaptados à geometria e aos requisitos estruturais.

Principais defeitos na aplicação de cola

Os defeitos podem resultar do movimento do robô, do sistema de doseamento, das propriedades do adesivo, do posicionamento das peças ou das condições ambientais.

Entre os problemas mais frequentes encontram-se interrupções no cordão, excesso ou falta de material, desvios de trajetória, variações de largura ou altura, bolhas, escorrimento, acumulação em curvas e obstrução do bico.

Nem todos os defeitos são visíveis externamente. Um cordão pode aparentar estar correto e conter zonas sem cobertura ou falhas internas. A tecnologia de inspeção deve, por isso, ser escolhida em função dos defeitos que se pretende detetar.

O papel da visão artificial no controlo da aplicação

Numa célula convencional, o sistema executa a trajetória programada, mas não confirma o resultado real. A visão artificial permite inspecionar o cordão durante ou após a aplicação e verificar:

  • Presença e continuidade do material;
  • Posição em relação à trajetória;
  • Largura, altura e volume;
  • Excesso, falta de material ou zonas que exigem correção.

Os sistemas de visão 2D podem verificar a presença, posição e largura aparente do cordão quando a geometria, iluminação e condições de captação se mantêm controladas. Os sistemas de visão 3D e os perfiladores laser acrescentam informação sobre o perfil e a altura do cordão, permitindo estimar ou medir o volume após a devida calibração. Para avaliar defeitos internos, podem ser utilizados métodos não destrutivos, como ultrassons ou termografia. [6]

Nos sistemas de controlo em malha fechada, a visão identifica o desvio e envia a informação ao sistema de controlo, que ajusta o processo ou corrige a aplicação. A célula pode localizar a peça, adaptar a trajetória, aplicar o adesivo, inspecionar o cordão e sinalizar ou rejeitar a peça. Quando a arquitetura da solução o permite, pode também corrigir automaticamente as zonas não conformes.

Sistemas de visão 3D e inteligência artificial já demonstraram capacidade para localizar peças, monitorizar a aplicação e controlar a qualidade no mesmo processo. [7, 8]

Desafios na implementação

A robotização deve começar pela caracterização do processo e não pela escolha do robô.

É necessário analisar os materiais, o tipo de adesivo, a geometria das peças, a forma do cordão, o tempo de ciclo, as condições ambientais, os requisitos de cura, os critérios de qualidade e as necessidades de manutenção e rastreabilidade.

Uma seleção inadequada do adesivo ou do sistema de doseamento pode comprometer toda a célula. A automação também não elimina problemas relacionados com superfícies contaminadas, armazenamento do material ou posicionamento incorreto das peças.

A validação deve abranger diferentes lotes, velocidades, geometrias e condições de produção. Também devem ser definidos procedimentos de limpeza, calibração, manutenção e formação das equipas.

Da aplicação automática à produção com zero defeitos

Os sistemas mais avançados combinam robótica, doseamento controlado, visão artificial, sensores, inteligência artificial, inspeção automática e correção em tempo real.

O objetivo não passa apenas por aplicar o material mais rapidamente. Passa por assegurar que cada cordão cumpre os requisitos e impedir que peças não conformes avancem na linha.

A INTROSYS desenvolveu e validou uma arquitetura de controlo que combina inspeção visual com correção automática do cordão. A solução foi testada em dois demonstradores industriais e atingiu uma taxa de sucesso de 90% no ambiente de validação descrito, demonstrando o potencial desta abordagem orientada para zero defeitos. [9]

Soluções de aplicação robotizada de cola da INTROSYS

Com mais de 20 anos de experiência em automação industrial e mais de 5000 robôs integrados, a INTROSYS desenvolve soluções robotizadas para soldadura, aparafusamento, rebitagem, aplicação de cola e aplicação de fluidos.

As soluções podem integrar engenharia da célula, sistemas de alimentação e doseamento, programação, simulação, visão artificial, inspeção do cordão, segurança, rastreabilidade, integração com linhas existentes, colocação em funcionamento, formação e suporte técnico.

Esta capacidade permite desenvolver soluções ajustadas aos materiais, geometrias, tempos de ciclo e critérios de qualidade de cada processo.

Conclusão 

A aplicação robotizada de cola permite aumentar a precisão, repetibilidade, eficiência e segurança, reduzindo desperdícios e melhorando a rastreabilidade.

No entanto, a qualidade depende também do adesivo, do doseamento, da preparação das superfícies, do posicionamento das peças e das condições ambientais.

A integração entre robótica, visão artificial e controlo em malha fechada permite evoluir de uma aplicação repetível para um processo robusto, rastreável e orientado para zero defeitos.

Referências

  1. Yamabe, T., Takagi, K., Yamada, R., Tsuji, T., Ishikawa, S., Ozaki, T., Hiramitsu, T. e Seki, H. “Trajectory Generation for Adhesive Dispensing Robots by Modeling of Material Behavior”. Precision Engineering, volume 91, 2024, páginas 444 a 450. DOI: 10.1016/j.precisioneng.2024.09.025.
  2. Pisharody, A. P., Blandford, B., Smith, D. E. e Jack, D. A. “An Experimental Investigation on the Effect of Adhesive Distribution on Strength of Bonded Joints”. Applied Adhesion Science, volume 7, artigo 6, 2019. DOI: 10.1186/s40563-019-0122-y.
  3. International Organization for Standardization. ISO 10218-1:2025. Robotics. Safety Requirements. Part 1: Industrial Robots e ISO 10218-2:2025. Robotics. Safety Requirements. Part 2: Industrial Robot Applications and Robot Cells.
  4. Maiolino, P., Woolley, R., Branson, D., Benardos, P., Popov, A. e Ratchev, S. “Flexible Robot Sealant Dispensing Cell Using RGB D Sensor and Off Line Programming”. Robotics and Computer Integrated Manufacturing, volume 48, 2017, páginas 188 a 195. DOI: 10.1016/j.rcim.2017.04.004.
  5. Cavezza, F., Boehm, M., Terryn, H. e Hauffman, T. “A Review on Adhesively Bonded Aluminium Joints in the Automotive Industry”. Metals, volume 10, número 6, artigo 730, 2020. DOI: 10.3390/met10060730.
  6. Klausing, M. e Heuer, H. “An Automated Non Destructive Testing System for Seam Bondings in Automotive Serial Production”. Applied Adhesion Science, volume 5, artigo 21, 2017. DOI: 10.1186/s40563-017-0101-0.
  7. Prezas, L., Michalos, G., Arkouli, Z., Katsikarelis, A. e Makris, S. “AI Enhanced Vision System for Dispensing Process Monitoring and Quality Control in Manufacturing of Large Parts”. Procedia CIRP, volume 107, 2022, páginas 1275 a 1280.
  8. Prezas, L., Arkouli, Z., Michalos, G., Angelakis, P., Gkournelos, C. e Makris, S. “A Multi Purpose Robot Perception System Enabling Closed Loop Control for Zero Defect Manufacturing in Gluing Processes of Large Parts”. Robotics and Autonomous Systems, volume 181, artigo 104778, 2024.
  9. Cabrita, J., Miranda, F. e Guedes, M. “Smart Control System for Zero Defect Adhesive Application Using Industrial Robots”. Proceedings of the Workshop on Disruptive Information and Communication Technologies for Innovation and Digital Transformation, Bragança, 2019, páginas 39 a 50.